quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Importância da Lei de Deus - Rousas John Rushdoony

Quando Wyclif escreveu de sua Bíblia em inglês que “Esta Bíblia é para o governo do povo, pelo povo, e para o povo”, sua declaração não atraiu nenhuma atenção até onde dizia respeito sua ênfase sobre a centralidade da lei bíblica. Que a lei deveria ser a lei de Deus era mantido por todos; Wyclif afastou-se da opinião aceita ao dizer que o próprio povo deveria não somente ler e conhecer essa lei, mas também em algum sentido governar bem como ser governado por ela. Nesse ponto, Heer está correto ao dizer que “Wyclif e Hus foram os primeiros a demonstrar à Europa a possibilidade de uma aliança entre a universidade e o anelo das pessoas por salvação. Foi a liberdade de Oxford que sustentou Wyclif”.[1] A preocupação era menos com a Igreja ou Estado do que com o governo pela lei-palavra de Deus.
Brin disse, sobre a ordem hebraica social, que ela difere de todas as outras pelo fato de considerar-se fundamentada e governada pela lei de Deus, que a deu especificamente para o governo do homem.[2] Não menos que o Israel antigo, o cristianismo acredita ser o reino de Deus porque é governado pela lei de Deus como apresentada na Escritura. Há afastamentos dessa lei, variações dela, e lassidão na fidelidade a ela, mas o cristianismo se vê como o novo Israel de Deus e não menos sujeito à Sua lei.
Quando a Nova Inglaterra começou sua existência como entidade legal, sua adoção da lei bíblica foi tanto um retorno à Escritura como um retorno ao passado da Europa. Foi um novo começo em termos dos antigos fundamentos. Não foi um começo fácil, visto que muitos dos servos que vieram com os puritanos mais tarde estavam em plena revolta contra a fé e ordem bíblica.[3] Todavia, foi um retorno resoluto aos fundamentos do cristianismo. Dessa forma, os registros da colônia de New Haven mostram que a lei de Deus, sem qualquer sentido de inovação, tornou-se a lei da colônia:
2 de março de 1641/2: E conforme o acordo fundamental, realizado e publicado por consentimento pleno e geral, quando iniciou-se a plantação e o governo foi estabelecido, de que a lei judicial de Deus dada por Moisés e exposta em outras partes da Escritura, visto ser um limite e uma cerca para a lei moral, e não ter nenhuma referência cerimonial ou típica à Canaã, tem uma equidade eterna nela, e deve ser a regra dos procedimentos da colônia.[4]
3 de abril de 1644: Ordenou-se que as leis judiciais de Deus, como entregues por Moisés… sejam a regra para todos os tribunais nesta jurisdição em seus procedimentos contra ofensores…”.[5]
Thomas Shepard escreveu, em 1649, “Pois todas as leis, quer cerimoniais ou judiciais, podem ser remetidas ao decálogo, como apêndices a ele, ou aplicações dele, e assim abranger todas as outras leis como seu resumo”. [6]
É uma ilusão sustentar que tais opiniões eram simplesmente uma aberração puritana, e não uma prática verdadeiramente bíblica e um aspecto da vida persistente do cristianismo. É uma heresia moderna a que sustenta que a lei de Deus não tem nenhum significado ou nenhuma força obrigatória para o homem de hoje. É um aspecto da influência do pensamento humanista e evolucionário sobre a igreja, e ele postula um deus que evolui e se desenvolve. Esse deus “dispensacionalista” se expressou na lei numa época antiga, então mais tarde se expressou pela graça somente, e agora talvez se expresse de alguma outra maneira. Mas esse não é o Deus da Escritura, cuja graça e lei permanecem a mesma em todas as épocas, pois ele, como o Senhor soberano e absoluto, não muda, nem precisa mudar. A força do homem é a perfeição do seu Deus.
Tentar estudar a Escritura sem estudar a sua lei é negar a Escritura. Tentar entender a civilização ocidental à parte do impacto da lei bíblica dentro dela e sobre ela é procurar uma histórica fictícia e rejeitar vinte séculos e todo o seu progresso.

As Institutas da Lei Bíblica tem como seu propósito uma inversão da tendência atual. Ela é chamada “Institutas” no significado antigo dessa palavra, i.e., princípios fundamentais, neste caso, da lei, pois a intenção é ser um começo, instituindo uma consideração dessa lei que deve governar a sociedade, e que governará a sociedade sob Deus.

[1] Friedrich Heer, The Intellectual History of Europe (Cleveland: The World Publishing Co., 1966), p. 184.
[2] Joseph G. Brin, “The Social Order Under Hebrew Law,” The Law Society Journal, vol. VII, no. 3 (August, 1936), pp. 383-387.
[3] Henry Bamford Parkes, “Morals and Law Enforcement in Colonial England,” The New England Quarterly, vol. 5 (July, 1932), pp. 431-452
[4] Charles Hoadly, ed., Records of the Colony and Plantation of New Haven from 1638 to 1649 (Hartford: for the Editor, 1857), p. 69.
[5] Ibid., p. 130.
[6] John A. Albro, ed., The Works of Thomas Shepard, III, Theses Sabbatical (1649) (Boston: Doctrinal Tract and Book Society, 1853; New York: AMS Press, 1967), p. 49.

A Realidade Natural de um Regenerado - CAPÍTULO 1.1

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1        O Problema da Escravidão



Para tratar do problema da escravidão, uma atenção especial deve ser dada à carta escrita pelo apóstolo Paulo aos romanos. Em Vida Cristã Normal, Watchman Nee deixa claro seu pensamento a respeito da realidade natural de um regenerado, percebida principalmente nesta carta.  O autor comenta que, ao escrever esta carta, o apóstolo dos gentios tratava de um assunto principal - a justificação do pecador - sob duas perspectivas distintas que são vistas nos primeiros oito capítulos da mesma. Faz-se extremamente importante a percepção desta ênfase por parte do apóstolo para compreender qual era o pensamento dele a respeito da morte e ressurreição do pecador com Cristo.


1.1    a propiciação pelo sangue (Rm 1.1 – 5.11)



Watchman Nee introduz sua obra informando que, nesta primeira seção da carta, o apóstolo trata da justificação do pecador em termos de ações e não de natureza. Ele afirma que Deus não se preocupou apenas em perdoar as ações pecaminosas cometidas anteriormente por sua igreja – enquanto estava no império das trevas (1 Pe 2.9) - mas providenciou um meio para que tais ações não fizessem mais parte da vida de seu povo.
Para um melhor esclarecimento deste ensino, ele destaca duas expressões especiais que, a seu ver, fazem todo o sentido considerando a argumentação de Paulo na carta. São elas: O sangue de Cristo e a cruz de Cristo.
Segundo Nee, o apóstolo tratou, nesta primeira seção, daquilo que diz respeito ao sangue, relacionando-o mais particularmente com os atos pecaminosos e não com a natureza do pecador. Assim ele afirma:

O Sangue do Senhor Jesus Cristo é de grande valor para nós, porque trata dos nossos pecados e nos justifica a vista de Deus, conforme se declara nas seguintes passa­gens:
"Todos pecaram” (Rm 3.23); "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por Ele salvos da ira" (Rm 5. 8-9). "Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, me­diante a redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tole­rância, deixado impunes os pecados anteriormente come­tidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus." (Rm 3.24-26) (NEE, 1986, p. 09).

O derramamento do sangue de Cristo fez-se necessário pelos atos pecaminosos cometidos pela humanidade. Na visão de Watchman Nee o sangue do Messias tem essencialmente a função de purificação e satisfação da Justiça Divina. Desse modo, o sangue trata exclusivamente do aspecto forense da redenção. Deus, mediante a morte de seu Filho, satisfez a sua própria justiça pelos pecados cometidos por seu povo escolhido.
Posteriormente, Nee trata não apenas dos atos pecaminosos, mas de suas consequências segundo os escritos do Novo Testamento. Assim ele afirma:

 O pecado entra na forma de desobediência, para criar, em primeiro lugar, separação entre Deus e o ho­mem, do que resulta ser este afastado de Deus. Deus já não pode ter comunhão com ele, por agora existir algo que a impede, e que, através de toda a Escritura, é co­nhecido como "pecado". Desta forma, é Deus que, pri­meiramente, diz: "Todos... estão debaixo do pecado" (Rm 3.9). Em segundo lugar, o pecado, que daí em dian­te constitui barreira à comunhão do homem com Deus, comunica-lhe um sentimento de culpa — de afastamento e separação de Deus. Agora, é o próprio homem que, mediante a sua consciência despertada, diz: "Pequei" (Lc 15.18). E ainda não é tudo, porque o pecado oferece também a Satanás uma possibilidade de acusação diante de Deus, enquanto o nosso sentimento de culpa lhe dá ocasião para nos acusar nos nossos corações; assim, pois, em terceiro lugar, é o "acusador dos irmãos" (Ap 12.10), que agora diz: "Tu pecaste" (NEE, 1986, p. 08).

Aqui, ele ensina que as consequências do pecado no que diz respeito à humanidade devem ser percebidas sob três perspectivas, isto é, em relação: a Deus (a separação); a si próprio (o sentimento de culpa) e a Satanás (a acusação).
Em relação a Deus, o pecado provocou a perda da comunhão com o SENHOR. O primeiro homem, Adão, gozava de perfeita harmonia em seu relacionamento com Deus. Ele o havia formado à sua imagem e semelhança. O pastor Batista Reformado Glênio Fonseca Paranaguá faz uma observação interessante quanto a isto:

A Bíblia mostra que Ele [Deus] criou o homem reto e bom, mas o homem não era Deus. O homem era perfeito como homem, contudo, não era para viver independente de Deus. Criando-o como um ser totalmente dependente, e com vontade, abriria uma porta para o desejo de independência (PARANAGUÁ, 2002, p.30).

E esta independência foi o caminho escolhido pelo homem, o que trouxe como consequência, sua morte físico-espiritual. Considerando que o termo morte significa basicamente separação, o homem perdeu a comunhão que antes gozava plenamente com o SENHOR. Aquela comunhão perfeita foi completamente esfacelada.
Não obstante a isso, a queda do representante da humanidade significou também a entrada do pecado no mundo e o desfiguramento da Imago Dei (Imagem de Deus) no homem, como registrado na Confissão de Fé de Westminster, seção II: “Por [aquele] pecado eles [Adão e Eva] caíram de sua justiça original e de sua comunhão com Deus, e assim se tornaram mortos em pecado, e totalmente corrompidos em todas as faculdades e partes da alma e do corpo” (HODGE, 1999, p. 153).
A queda da humanidade, registrada em Gênesis no terceiro capítulo também provocara a corrupção da natureza humana, isto é, da Imagem de Deus no homem.
Em relação a si próprio, as consequências do pecado trouxeram culpa ao homem:

Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi (Gn 3. 8-10).

O homem agora se esconde do SENHOR por haver pecado contra Ele e este sentimento pessoal de condenação pela desobediência o obriga a esconder-se de sua face. A culpa pelo pecado cometido o persegue. Agora, a sua consciência é aguçada pela sensação de que algo errado aconteceu, e ele, somente ele, foi o responsável por esta situação.
Em relação a Satanás, o pecado fez com que ele tivesse a oportunidade de acusar o homem por sua consciência e também perante o tribunal de Deus. Daí haver-se necessário a necessidade de um advogado.

Se, porém, andarmos na luz, como ele [Deus] está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. [...] Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo (1 João 1.7, 2.1).

O Sangue de Cristo é revelado nesta passagem como o purificador de qualquer ação pecaminosa e como o penhor da defesa de Cristo, no tribunal de seu Pai, contra qualquer juízo infamatório proferido pelo Diabo aos eleitos do SENHOR.
Quanto à sua própria consciência, o regenerado deve confiar que o sacrifício de Cristo foi suficiente para remi-lo de todos os atos cometidos, rejeitando assim, qualquer acusação ou provocação provinda do Inimigo contra ele.
Desta forma, Watchman Nee observa que a preocupação do apóstolo Paulo nesta primeira seção da carta aos romanos limita-se principalmente a ensinar sobre o poder e eficácia do sangue de Cristo para a solução dos pecados cometidos e as consequências provenientes dos mesmos.

Primeiramente, teve que ser resol­vida a questão dos nossos pecados, e isso foi feito pelo precioso Sangue de Cristo. Depois, tem que ser resolvido o assunto da nossa culpa e é somente quando nos é mos­trado o valor daquele Sangue que a nossa consciência culpa­da encontra descanso. E, finalmente, o ataque do inimi­go tem que ser encarado e as suas acusações respondidas. As Escrituras mostram como o Sangue de Cristo opera eficazmente nestes três aspectos, em relação a Deus, em relação ao homem, e em relação a Satanás (NEE, 1986, p. 08-09).

O sangue de Cristo tratou do problema da escravidão humana às consequências de seus pecados, por isso, o valor do mesmo é tão alto! Ele tem efeito tríplice: Perante Deus, tornando o status forense dos regenerados como justificados; Perante a consciência, fazendo com que qualquer sentimento de culpa ou julgamento seja completamente extirpado pela fé naquele sacrifício; Perante Satanás, que não pode mais intentar qualquer acusação contra os eleitos de Deus, pois é Ele mesmo que os torna justos. Deste modo a “salvação está em olharmos firmemente para o Senhor Jesus, reconhecendo que o Sangue do Cordeiro já solucionou toda a situação criada pelos nossos pecados” (NEE, 1986, p. 17).
Com o esclarecimento da eficácia e utilidade do sangue de Cristo na vida do pecador, podemos avançar no ensino da segunda seção encontrada na carta do apóstolo Paulo aos romanos.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

PENTECOSTES E O DOM DE LÍNGUAS

Graças à Deus... Louvado seja o SENHOR! Que bom que não sou o único preocupado com a celebração do pentecostes e a negligência da igreja moderna:

"Por que razão Jesus treinaria onze homens durante três anos, toleraria suas infantilidades e disputas pela proeminência no Reino dos Céus, perdoar-lhes-ia a fuga diante do perigo e até mesmo a negação do mais obsequioso?
Por que, depois de tudo isso ainda se preocuparia em convencê-los de que havia mesmo ressuscitado, como lhes havia dito?
Por que, lhes mandaria, como testemunhas dessa ressureição, pelo mundo afora, após capacitá-los, mediante seu Espírito a falar os idiomas dos respectivos povos para as quais se dirigissem?
Pra que todo esse dispêndio de tempo, sofrimento e lutas se a missão deles, afinal de contas, se resumirá em pronunciar garatujas sonoras?
Mas, dirão: “quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios” (1Co 14.2). Realmente. Isso acontecia todas as vezes quando, por exemplo, um chinês passava em Corinto (cidade portuária, cujo canal encurtava em muito as viagens de então) e um cristão, com o mesmo dom recebido no dia de Pentecostes o evangelizava de igual modo.
Objetarão: “O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja” (1Co 14.4). É óbvio, pois tal pessoa está perdendo uma excelente oportunidade de falar no idioma que a Igreja entenda. Por essa razão o mesmo Paulo escreveu: “Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua” (1Co 14.19).
Percebeu? O que fiz foi substituir a palavra língua (desvirtuada pelos pentecostais), pela palavra idioma. Faça isso como os demais textos. Aliás, perceba que a única igreja do Novo Testamento que apresentou problemas com o dom de línguas foi a de Igreja Corinto. Veja suas peculiaridades. Veja também como Paulo a trata: no mínimo os chama de meninos.
O Espírito Santo prepara homens que falam com poder e convicção, cujas palavras reverberam a própria Palavra de Deus. O inimigo é que enche o trigal de joio: enganadores, vendedores de promessas, mercadores do sagrado e exploradores de pessoas simples!
Há pouco mais de um século a vergonha da Igreja foi institucionalizada no movimento pentecostal. Os significados de algumas de palavras foram desvirtuados e a autoridade das Escrituras Sagradas foi solapada de tal forma que nem a Igreja Romana tinha ainda conseguido fazer.
No dia de hoje  [12 de Junho, Domingo] celebramos a concretização da promessa de Jesus e graças a ação do Espírito Santo ainda somos capazes de servir a Deus como ele quer.
E o dom de línguas?
Está em pleno uso pelos muitos tradutores e já não são mais apenas 14 nações que ouvem as grandezas de Deus. Só os Gideões Internacionais já distribuem a Bíblia em 93 línguas diferentes, mas há quem fale que ela já foi traduzida ao longo há história, em mais de 2000 línguas diferentes.
Louvado seja o Senhor. Já estamos fazendo coisas maiores do que ele mesmo fez, para sua glória e honra".

Disponível em http://folton.blogspot.com/2011/06/pentecostes.html

DEBATE COM ADVENTISTA - Parte 1

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" Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia." - Apóstolo João (Apocalipse 1.10-11)

Que visão gloriosa! Que mensagem belíssima! O nosso irmão e conservo de Cristo João registra sua alegria e reverência em ter recebido tão importante mensagem no "Dia do Senhor". Infelizmente, não são poucas as pessoas que redirecionam a glória deste dia, querendo retrocedê-lo ao passado, retornando à "sombras" da Lei cerimonial (Cl: 2.16-17). Pois bem, resolvi dialogar com um destes "retrocessores" sobre a guarda do verdadeiro Dia do Senhor: Sábado ou Domingo? Segue abaixo a primeira das Dez argumentações expostas contra o Charles W., do blog, verdades na religião, sobre a razão para guardarmos o Domingo Cristão como o Dia do Senhor e não o Sábado Judaico. Lembrando que as refutações registradas aqui foram embasadas nos argumentos contrários do oponente as argumentações do irmão Luciano, do MCA (Para ver a postagem dele, clique Aqui). Que o SENHOR JESUS os abençoe e edifique com estas considerações...

"Olá Sr. Adventista Também é bom dialogar sobre "a Verdade, que é Deus". E, por isso, devemos ter toda cautela e reverência para não tratarmos os assuntos em questão de forma lúdica ou desleixada (Jr: 48.10). Para tal, recomendo que não brinquemos ou zombemos em nossas argumentações das Sagradas Escrituras enquanto dialogamos, pois corremos o risco de "tomarmos o Nome do SENHOR em vão" (Ex: 20.7). Aqui vão minhas humildes considerações a respeito de suas refutações (e espero, sinceramente, não ser mal interpretado em nenhuma delas):

1) Neste tópico, o irmão Luciano havia argumentado que "o Novo Testamento não revela que as atividades celebrativas cristãs foram realizadas aos sábados, mas sim aos Domingos". Note a expressão ATIVIDADES CELEBRATIVAS (Cristãos se reunindo a outros cristãos para celebrarem juntos à ressurreição de Cristo, o SENHOR deles!). Então você utiliza textos que comprovam que ele se reuniam diariamente para ATIVIDADES CELEBRATIVAS, o que eu concordo. Mas, infelizmente, quando você menciona o texto de Atos você faz o que é chamado de negligência do contexto imediato (os textos que vêm antes e depois do texto em questão). Analisemos o contexto de Atos 17.3:

Em Atos 15:36 nós lemos que Paulo e Barnabé decidem retornar paras as cidades onde plantaram igrejas para "ver como passam" os irmãos. então o propósito da viagem não era realizar ATIVIDADES CELEBRATIVAS, mas verificar como estava a fé dos irmãos e, de quebra, plantar outras igrejas. No capítulo 17, vemos Paulo Chegando a Tessalônica para fazer o que ele e Barnabé haviam planejado. E o que aconteceu? "Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga dos judeus. 
Ora, Paulo, segundo o seu costume, foi ter com eles; e por três sábados >>DISCUTIU<< com eles as Escrituras, expondo e demonstrando que era necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos; este Jesus que eu vos anuncio, dizia ele, é o Cristo. E alguns deles ficaram persuadidos e aderiram a Paulo e Silas, bem como grande multidão de gregos devotos e não poucas mulheres de posição. Mas os judeus, movidos de inveja, tomando consigo alguns homens maus dentre os vadios e ajuntando o povo, alvoroçavam a cidade e, assaltando a casa de Jáson, os procuravam para entregá-los ao povo." (Atos 17.1-5)

Se, de fato, Paulo estivesse ali para ATIVIDADES CELEBRATIVAS, haveria o tal alvoroço??? Mas, Paulo estava ali para "discutir com eles as Escrituras", ou seja, para declarar que "este Jesus que eu vos anuncio, dizia ele, é o Cristo". O propósito era missionário e não celebrativo. E nós sabemos que, se quisermos evangelizar um grande número de islâmicos, o melhor lugar é uma mesquita, na sexta-Feira! Se for católico, o melhor lugar é a Igreja Católica, no Domingo! Se judeu, VAMOS À SINAGOGA, NO SÁBADO e por ai vai... (Continua Amanhã).

A Revelação da Salvação em Cristo no Antigo Testamento



"Então ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram! Porventura não importa que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. [...] Depois lhes disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos." - Jesus Cristo (Lc: 24.25-27, 44)

A Divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como a revelação de sua Graça, vem sofrendo ataques sérios no decorrer de toda história! Indagações como: "Jesus é Deus?" ou "O VT fala sobre a salvação pela Lei e não tem nada a ver com Cristo" estão sendo dissimuladas desde o início da era cristã. E Para que nós, servos do Senhor, estejamos preparados para nos defender nesta "guerra" é preciso combater com nossas "armas poderosas em Deus" para "anular sofismas" como estes (2a Co: 10.4-5). Por isso, darei início a partir de hoje e, diariamente, a postagens sobre a revelação soteriológica Vetero-Testamentária, provando, à luz das Escrituras, que "importava se cumprisse" tudo o que Dele está registrado na "Lei de Moisés" (O Pentateuco), nos "profetas" (Livros históricos e proféticos) e nos "Salmos" (Livros Poéticos). Que o SENHOR JESUS os abençoe e edifique!

ÍNDICE





INTRODUÇÃO



Para introduzir um estudo sobre redenção em Cristo, nada mais propício que definirmos primeiramente o termo redenção. Então, redenção é “a libertação do poder de um domínio estrangeiro e o usufruto da liberdade que dela resulta.” (KNUDSEN, 2008, p.87) Sendo assim, podemos (e devemos) considerar Cristo como nosso Redentor por excelência, levando-se em conta a libertação que Ele nos proporciona por Seu sacrifício substitutivo na cruz do Calvário.
No caso específico do Antigo Testamento a idéia de redenção estava intimamente ligada à isenção de um compromisso ou a libertação da escravidão, do opróbrio, da vergonha etc. Estes conceitos são percebidos nos textos de Ex: 13.1,2 / Nm: 3.46-49 e Lv: 25.47-49. No primeiro caso, Deus exige do povo o compromisso de consagração de todos os primogênitos, tanto de pessoas como de animais; todavia, havia a possibilidade de “redimir” o primogênito pagando-se certa quantia. No segundo caso, o israelita vendido como escravo a um peregrino ou forasteiro em Israel, poderia ter sua liberdade retomada se algum parente próximo ou, até mesmo, o próprio israelita, estivesse disposto a agir como “redentor” e quitasse a dívida pendente.
Diferente do pensamento geralmente aceito, o exemplo mais notável de redenção no Antigo Testamento não foi a libertação do povo de Israel da escravidão no Egito; nem tampouco as temporárias libertações promovidas pelo SENHOR através dos juízes no período pré-monárquico; não obstante, a grande redenção oferecida por Deus em prol de Seu povo estava no Messias prometido que haveria de manifestar-Se para a libertação do pecado e da morte.
O presente estudo tem como objetivo mostrar que, tal redenção, já nos havia sido revelada com clareza no período primário da revelação Divina. Tratar-se-ão aspectos gerais da redenção em Cristo segundo os ensinamentos de cada seção literária do cânon Vetero-Testamentário, e não, livro por livro.