quinta-feira, 14 de julho de 2011

O PAÍS "PERFEITO"!!!

Por Júlio Severo


Um polêmico projeto de lei, que proíbe os pais de disciplinar os filhos, foi aprovado por uma comissão da Câmara dos Deputados em Brasília. Segundo a autora socialista do projeto, uma surra ou palmada corretiva numa criança teimosa, desobediente e rebelde equivale à violência, e ela quer que o governo aja com força contra os pais disciplinadores. Para ela, a disciplina física é uma das causas da violência na sociedade, levando as crianças a um comportamento agressivo.
Se a disciplina conduz à violência, então a proibição à disciplina produzirá uma sociedade totalmente pacífica e feliz, onde tudo é resolvido na base do diálogo. Para provar essa teoria, a deputada socialista precisaria de um bom exemplo. E ela conseguiu!
Para defender o projeto antidisciplina durante os debates na Câmara dos Deputados, veio ao Brasil o sr. Peter Tamm. Ele viajou da Suécia para o Brasil especialmente para garantir a vitória do projeto socialista.[1]
Por influência da ONU, a Suécia foi o primeiro país do mundo a proibir os pais de aplicar castigos físicos nos filhos, em 1979. Os defensores suecos dos “direitos” das crianças alegavam que com tal lei a sociedade seria livre de violência, principalmente nos lares. A lei então se fortaleceu tanto que hoje a simples atitude de um pai ou mãe mandar o filho para o quarto ou levantar a voz para os filhos pode ser motivo de denúncia criminal. Qualquer filho pode denunciar os pais, na escola ou outro lugar. Uma simples discussão com um filho pode fazer com que os pais acabem tendo de enfrentar as autoridades! Na Suécia, não são os filhos que são disciplinados. São os pais.
O sr. Peter Tamm relatou à comissão da Câmara dos Deputados a experiência da Suécia em leis contra a disciplina e aconselhou os deputados a aprovar semelhantes leis no Brasil. O Brasil, segundo ele, precisava imitar as maravilhas do paraíso sueco. Os deputados precisavam aprovar o projeto da deputada do PT.
À primeira vista, pareceria estranho que uma deputada socialista precisasse da ajuda do modelo de uma nação européia na aprovação de uma lei no Brasil. Ela poderia ter utilizado o exemplo de uma nação declaradamente socialista. Mas ela preferiu a Suécia, um país com aparência capitalista, mas que na verdade é o país que possui a forma mais moderna e perigosa de socialismo “democrático”.
As aparências enganam. Enganam mesmo. Quem olha para o Brasil do exterior, só vê praias, Carnaval, samba e futebol. Parece um paraíso. Quem ouviu o sueco na comissão da Câmara dos Deputados, também achou que a Suécia é um paraíso! Com tal exemplo sueco, os deputados não hesitaram em aprovar o projeto socialista.
Se a própria aparência do Brasil no exterior não é o que se vê, então qual é a realidade da Suécia? Como é o paraíso sueco?
  • A Suécia tem um dos mais elevados índices de aborto da Europa.[2]
  • A Suécia tem um dos mais elevados índices de gravidez entre adolescentes.[3]
  • O índice de casamentos suecos é um dos mais baixos do mundo, e o número de divórcios vem aumentando.[4]
  • Na Suécia, pouquíssimas famílias querem filhos. O índice de natalidade sueco é um dos mais baixos do mundo.[5]
  • A Suécia está entre os países em que há mais crimes violentos no mundo.[6]
  • O uso de drogas é abundante e o número de overdoses fatais dobrou nos dez anos passados.[7]
  • Os roubos são tantos que os cidadãos pararam de fazer boletim de ocorrência, pois a polícia sueca está sobrecarregada e não consegue investigar tudo.[8] Só entre 1950 e 2000, o índice de roubos aumentou3.604 por cento.[9]
  • Os ataques aos transportes monetários são tão freqüentes que as empresas transportadoras estão ameaçando parar.[10]
  • A Suécia tem hoje um dos mais elevados índices de estupro do mundo.[11] Entre 1950 e 2000, o índice de estupros na Suécia cresceu 356 por cento. No mesmo período, todos os crimes aumentaram 424 por cento.[12] Está também aumentando o número de estupros cometidos por muçulmanos.[13]
Esse é o paraíso sueco.
Por que as autoridades suecas não tomam medidas duras contra os estupradores muçulmanos em seu país? Porque tais medidas poderiam atrair a retaliação dos países muçulmanos onde empresas suecas têm grandes negócios. Assim, proteger os interesses financeiros das grandes empresas suecas é mais importante do que aplicar a justiça contra a onda covarde de estupros muçulmanos contra moças suecas.
Embora os imigrantes muçulmanos na Suécia estejam recebendo farta tolerância, os evangélicos suecos estão sofrendo repressão. Em 2004, o pastor pentecostal Ake Green foi sentenciado à prisão pelo “crime” de pregar trechos da Bíblia contra o homossexualismo.[14] Um dia depois da condenação do Pr. Green, a polícia apareceu de surpresa na casa do evangélico Leif Liljeström, sem nenhum mandado, e prendeu-o, levando-o à delegacia e confiscando seu computador — só porque ele declarou pela Internet que a sodomia é pecado.[15] Em 2004, outro pastor evangélico da Suécia, Ulf Ekman, foi perseguido pelas autoridades por pregar contra o homossexualismo.[16] Desde então, os pastores suecos têm procurado evitar mencionar os trechos da Bíblia sobre o homossexualismo.
Em contraste, um juiz do Supremo Tribunal da Suécia esteve envolvido num episódio escandaloso: Ele foi pego tentando pagar para ter sexo com um rapaz.[17] Sua exploração homossexual não sofreu importunação das autoridades suecas. A lei sueca é dura e inflexível contra os pais que tentam disciplinar os filhos, mas é tolerante com adultos que buscam sexo homossexual com rapazes.
As autoridades suecas assim ignoram os crimes de violação dos direitos humanos das jovens suecas cometidos por muçulmanos e toleram tentativas de abuso homossexual contra menores, mas não ignoram, de modo algum, uma pregação evangélica contra o pecado homossexual, nem toleram que um pai ou uma mãe discipline seus filhos.
Preciso fazer uma pergunta aos deputados federais. A maioria deles, na comissão da Câmara dos Deputados que debateu a proibição da disciplina, aceitou a apresentação bela e maravilhosa que o cidadão sueco fez de seu país nessa questão.
Pergunto:
Vocês querem que o Brasil vire uma Suécia, onde as autoridades ignoram os crimes reais, mas tratam como crime a disciplina física e a pregação de um pastor contra o pecado homossexual?
É esse tipo de “paraíso” que vocês querem para o Brasil?

Você conhece esta Igreja?

A IGREJA DA VINDA DE JESUS CRISTO QUE CONSIDERA SANTO O ÚLTIMO DIA DA SEMANA

Ou...
 Esta igreja tem milhares de adeptos em todo o Brasil e é reconhecida principalmente pela guarda especial do sétimo dia da semana, conhecido por nós como Sábado. Jesus Cristo disse ao Pai: “... A tua Palavra é a verdade” (João: 17.17). Por isso, vamos verificar as duas principais doutrinas desta igreja, desde a sua fundação, para avaliarmos, à luz da Verdade, se elas conferem ou não com as palavras do Filho de Deus.

1) A IGREJA ADVENTISTA SURGIU DE UMA INTERPRETAÇÃO EQUIVOCADA DAS ESCRITURAS!

Esta igreja surgiu “oficialmente” em 21 de Maio de 1863. Quando digo “oficialmente” é porque as origens dela não se deram em 1863, mas antes, com uma mulher chamada Ellen G. White. Esta mulher, juntamente com muitas outras pessoas, abandonou sua igreja para seguir um homem chamado William Miller, que estava incomodado por ver que as igrejas cristãs de sua época não falavam muito sobre a volta de Jesus. Ele fazia parte de uma igreja Batista nos Estados Unidos, mas abandonou esta, quando, interpretando os livros de Daniel e Apocalipse, concluiu, com a ajuda de Samuel Snow, que a volta de Jesus se daria no dia 22 de Outubro de 1844. Infelizmente, a profecia de Miller não se cumpriu e, para a tristeza das pessoas que o seguiram, inclusive Ellen White, Miller se arrependeu do equívoco que cometeu e voltou a ser membro da igreja da qual fazia parte. Mas, Ellen White e seu marido, junto com alguns outros, decidiu dar continuidade ao movimento do Advento(=vinda) de Jesus até que ela escreveu um livro chamado: O GRANDE CONFLITO, onde ela faz a seguinte afirmação: “Com intenso interesse ele [William Miller] estudou os livros de Daniel e Apocalipse e constatou que os símbolos proféticos podiam ser compreendidos [...] anjos estavam guiando a compreensão dele” (O Grande Conflito ,1975, p.320). A fundação da Igreja Adventista aconteceu com o apoio desta mulher, que os adventistas creem ser uma profetisa de Deus! SERÁ??? Acabamos de citar uma passagem onde ela concordava com a interpretação errada que Miller teve da Palavra de Deus. Então, vejamos se a Bíblia nos permite confiar nela, como uma verdadeira profetisa do SENHOR:

1.1)           Qualquer pessoa que estude a Palavra de Deus deve ser guiada apenas pelo Espírito Santo para a verdadeira compreensão dela, e nunca por anjos: “Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras.” (João: 16.13 – Ver também: Gálatas: 1.8 e Romanos: 8.14);

1.2)           Um verdadeiro profeta(isa) de Deus, apesar de não ser perfeito, nunca apoiou ou proferiu alguma profecia em Nome de Deus e esta não aconteceu: “Mas o profeta que tiver a presunção de falar em meu nome alguma palavra que eu não tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. E, se disseres no teu coração: Como conheceremos qual seja a palavra que o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás." (Deuteronômio: 18.20-22 – Ver também: Tiago 5.17 e 1ª  Samuel: 9.6)

1.3)       Se uma pessoa falar em Nome de Deus algo que ele não mandou falar; ou ensinar alguma doutrina errada da Palavra de Deus, sabendo que está errada, os outros devem se afastar desta pessoa: “Não ouvireis as palavras daquele profeta, ou daquele sonhador; porquanto o Senhor vosso Deus vos está provando, para saber se amais o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração e de toda a vossa alma.” (Deuteronômio: 13.3 – Ver Também: 2ª Pedro: 3.15-18) Infelizmente, Ellen G. White desobedeceu aos três princípios bíblicos que acabamos de verificar, por isso, não podemos aceitá-la como uma   verdadeira   profetisa   de Deus.

2) O SÉTIMO DIA, DEPOIS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO, NÃO É MAIS O SÁBADO DE DEUS!

Antes de continuarmos, precisamos esclarecer uma coisa: A Palavra “Sábado” se origina de um termo da Língua Hebraica que significa descanso, o Shabatt. Deus havia ordenado seus Dez principais mandamentos à humanidade no Monte Sinai e, quando estava declarando o quarto mandamento, ele ordenou: “Lembra-te do Dia de Shabatt (=descanso) para o santificar” (Êxodo: 20.3). Então, Deus ordena a todos os homens que façam todas as tarefas relacionadas a seus afazeres e lazeres pessoais num período de seis dias, porque, após este período, é o dia de descanso para santificação, ou seja, busca mais intensa pelas coisas relacionadas à vontade de Deus. Isso significa que Sábado, na Bíblia, nem sempre está se referindo ao sétimo dia semanal, mas ao dia de descanso ordenado por Deus. Entretanto, no Velho Testamento, Deus ordenou aos israelitas que guardassem este mandamento no sétimo dia semanal porque Ele criou o mundo em seis dias e, no sétimo dia da semana da criação, descansou (Êxodo: 20.11). Eles também deveriam guardar o Sábado de Deus no sétimo dia porque Deus queria sempre lembrá-los, neste dia, que Ele os havia libertado da escravidão no Egito (Deuteronômio 5.15). Com este esclarecimento, podemos dar continuidade...
Os Adventistas do Sétimo Dia nem sempre guardaram o Sábado de Deus no sétimo dia semanal. Cerca de um milhão de pessoas, que correspondia a 99% dos Adventistas seguidores de Miller, eram fiéis guardadores do Sábado de Deus no primeiro Dia da Semana, o chamado Domingo (=Dia do Senhor). O próprio Miller, que foi o “pai” e o líder do movimento Adventista nos EUA, era observador do Sábado de Deus no primeiro dia da semana, assim como Ellen White e seu marido. O retorno ao costume de guardar o Sábado de Deus no sétimo dia foi introduzido no movimento Adventista pela Sr.ª Rachel P. Oakes, membra da igreja Batista do sétimo dia, por meio de Joseph Bates. Este homem escreveu um livro intitulado O Sábado do 7º Dia, que foi lido e aceito por Tiago e Ellen White, levando assim, os três primeiros líderes da denominação Adventista a se unirem quanto à doutrina Sabática no sétimo dia semanal. Pouco tempo depois, Ellen White afirmou ter visto, em visão celestial, os dez mandamentos e um círculo dourado em volta do quarto mandamento que, segundo ela, é o selo de Deus para o seu povo. Apesar da ideia do Sábado ter sido introduzida no movimento Adventista por outros sabatistas, foi Joseph Bates quem introduziu o costume de guardar, novamente, o Sábado de Deus no sétimo dia, dentro do movimento Adventista. Isso porque foi ele quem mais labutou para propagar ou divulgar a verdade sobre a Santidade do Sábado de Deus no último dia da semana. Agora, a pergunta que nos vêm à mente é: EU, COMO CRISTÃO, TAMBÉM DEVO GUARDAR O SÁBADO DE DEUS NO SÉTIMO DIA DA SEMANA COMO OS ISRAELITAS E ADVENTISTAS?

2.1)           A Bíblia mostra no Novo Testamento, que o dia da celebração do Sábado de Deus para os cristãos, não era o sétimo dia, mas o primeiro dia da semana, o dia em que Jesus ressuscitou: “No primeiro dia da semana, tendo-nos reunido a fim de partir o pão [a santa ceia – Mateus: 26.26], Paulo, que havia de sair no dia seguinte, falava com eles, e prolongou o seu discurso até a meia-noite.” (Atos: 20.7 – Ver também: 1ª Coríntios 16.2 e João 20.1);

2.2)            A Bíblia também ensina que a guarda do Sábado de Deus no sétimo dia da semana pelos israelitas, era uma sombra do que Jesus faria no primeiro dia da semana pelos cristãos, ou seja, a reconciliação de sua criação e a libertação da escravidão do pecado: “Ninguém, pois, vos condene pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo.” (Colossenses: 2.16-17 – Ver Também: 2ª Coríntios: 5.17-19, Romanos: 6.8-11). Infelizmente, Joseph Bates negligenciou este ensinamento e acabou colocando a tradição de sua igreja em lugar da Palavra de Deus, sendo que, como vimos, o Sábado de Deus sempre foi celebrado pelos cristãos, no Novo Testamento, no primeiro dia da semana. Que Deus nos conduza sempre à verdade!


sexta-feira, 8 de julho de 2011

A BÍBLIA OU A TRADIÇÃO?

OU

A maioria das pessoas sabe que a IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA (ICAR) considera a BÍBLIA SAGRADA como “Um tipo” de Palavra de Deus. Isso porque as ESCRITURAS SAGRADAS, para a igreja Católica, não são compostas apenas dos escritos dos profetas e apóstolos, mas também dos “pais da igreja” (pessoas que conviveram com os apóstolos e seus sucessores). Isso significa que, para a ICAR, a BÍBLIA não é suficiente para saber o que DEUS quer de nossas vidas; ou seja, você também precisa estudar o CATECISMO CATÓLICO para entender o que Deus quer de você. Mas, será que dá para nós conciliarmos as duas coisas? Vamos analisar algumas afirmações da BÍBLIA CATÓLICA* e do CATECISMO CATÓLICO** para percebermos algumas diferenças fundamentais. Detalhe que, o NOME de Deus no Antigo Testamento em Hebraico era YHWH. Depois, com o passar dos anos, convencionou-se chamar JAVÉ.

Santidade: Deus é o único ser totalmente Santo e a fonte da Santidade!!!
Santidade: Maria também é totalmente Santa e fonte de Santidade!!!
BÍBLIA
SAGRADA

“Não há Santo como Javé, nada há além de ti; não há rochedo como o nosso Deus”
(1ª Samuel 2:2)

Ver também: Isaías 13:3 e Apocalipse 15:4
CATECISMO CATÓLICO

“[...] reconhecemo-nos como pobres pecadores e nos dirigimos à ‘Mãe de Misericórdia’ à toda Santa.”
(§ 2677)

Ver também: §2030
O Sacrifício de Jesus: Completo e Terminado!
O Sacrifício de Jesus: Continua ainda hoje!
BÍBLIA
SAGRADA

“Cristo, [...] ofereceu um único sacrifício pelos pecados, depois sentou-se para sempre à direita de Deus.”
(Hebreus:10.12)

Ver também: João 19:30, Hebreus 10:18 / 7:27 / 9:28
CATECISMO CATÓLICO

“Neste divino sacrifício que se realiza na Missa, este mesmo Cristo, [...] da cruz, está contido e imolado de maneira incruenta.”(§1367)

Ver também: §1368
de imtância, mas são interliga
Perdão dos pecados: a Fé em Cristo é suficiente!
Perdão dos Pecados: também precisa ter fé nos padres da Igreja!
BÍBLIA
SAGRADA

“Assim, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.”
(Romanos 5:1)

Ver também: Romanos 4:5 e Atos 16:31
CATECISMO CATÓLICO

“Os presbíteros [os padres] receberam um poder que Deus [...] sanciona lá no alto tudo o que os sacerdotes [da igreja católica] fazem aqui embaixo.” (§ 983)

Ver também: §1116
Salvação do Inferno: É concedida de graça por Deus às pessoas, por meio da fé no sacrifício de Jesus!!!
Salvação do Inferno: É concedida apenas pelo batismo da igreja católica!!!
BÍBLIA
SAGRADA

“Porque é de fato pela graça que estais salvos, por meio da fé; não por mérito vosso, mas por Dom de Deus. E não por obras, para que ninguém se glorie.”
(Efésios 2:8-9)
Ver também: Efésios 1:7 Romanos 1:16/11:6
CATECISMO CATÓLICO

“A igreja [católica] não conhece outro meio senão o batismo para garantir a entrada na bem aventurança eterna.” (§ 1257)

Ver também: §2021 e §1263

Mediador entre Deus e os homens: Só um, que é Jesus, o Filho de Deus!
Mediador entre Deus e os homens:
Além de Jesus, Maria também é!
BÍBLIA
SAGRADA
“Pois existe um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus.”
(1ª Timóteo 2:5)
Ver: João 14:6
CATECISMO CATÓLICO
“[...] A bem-aventurada virgem Maria é invocada na igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora,  medianeira” (§ 969)
Culto: Deve ser prestado só a Deus
(Pai, Filho e E.S.) sem nenhuma imagem visual!
Culto: Além de Deus, deve ser prestado a outros através das imagens visuais!
BÍBLIA
SAGRADA
“Então Jesus ordenou a Satanás: Retira-te, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele darás culto.”
(Mateus 4:10)

Ver também:
Deuteronômio 4:15-19 / 5:7-10,
João 4:24 e Romanos 1.22-25
CATECISMO CATÓLICO
“[...] concílio ecumênico, [...] justificou [...] o culto dos ícones: os de Cristo, [...] todos os santos [...]. De fato, a ‘honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo original’ e ‘quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada’ [...]” (§ 2131,2132)

Espiritismo: Totalmente reprovado por Deus!
Espiritismo: Praticado e incentivado pela Igreja Católica!
BÍBLIA
SAGRADA
“Não se achará entre ti [...] quem invoque os mortos!”
(Deuteronômio 18:10-11)

Ver também:
Levítico 20: 6-7
CATECISMO CATÓLICO
“[...] podemos e devemos pedir-lhes [aos mortos] que intercedam por nós e pelo mundo inteiro.” (§ 2683)

Ver também:
§ 958


Você percebe que as diferenças entre um e outro são muito grandes! Então, não dá para seguirmos a BÍBLIA SAGRADA e o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Devemos decidir por aquilo que o próprio JESUS havia afirmado: “... A TUA PALAVRA É A VERDADE” (João: 17.17). Talvez você pense que isso é uma mera questão de opinião... mas, na verdade, a própria Bíblia afirma que SÓ ELA é a ÚNICA REGRA a ser seguida. Vamos fazer uma última comparação:

VERDADE: A Palavra de Deus, nas Escrituras do Velho e do Novo testamentos, é a única verdade a ser obedecida!
VERDADE: Não apenas no Velho e no Novo Testamentos, mas a Palavra de Deus também está na Tradição da ICAR!
BÍBLIA
SAGRADA
“Anulais assim a Palavra de Deus [nas Escrituras] por causa das tradições, que passais de uns para outros.”
(Marcos 7:13)
Ver também:
2ª Timóteo 3:16
CATECISMO CATÓLICO
“[...] A igreja [...] não deriva a sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado somente da Sagrada Escritura. Ambas [a Tradição também] devem ser aceitas."
(§ 81,82)
*Bíblia Mensagem de Deus    (Loyola, SP, 1994)
**Catecismo igreja Católica (Loyola, SP, 2000)

Este estudo foi preparado com base no material de Richard Benett, que serviu por 22 anos como padre da Igreja Católica até tomar a decisão de seguir apenas a Bíblia como Palavra de Deus, em vez de seguir a Tradição dos homens. Que o Espírito Santo nos conduza sempre à Sua Verdade, através das Escrituras!

A Realidade Natural de um Regenerado - Capítulo 3.2

*PARA ACOMPANHAR O ESTUDO DESDE O INÍCIO, CLIQUE AQUI*


3.2           Usufruindo as bênçãos da nova criação

  
Enfim, o homem regenerado entende a sua real situação. Ele aceita pela fé as verdades concernentes à sua própria vida em Cristo. Ele sabe que foi crucificado com Cristo o seu velho homem, considera estas verdades por meio da fé no que as Escrituras dizem a seu respeito e não por sua experiência pessoal, e oferece sua vida ao SENHOR pela libertação provinda da cruz. As implicações deste novo entendimento a respeito da vida cristã são magistrais! A partir de agora serão tratados os aspectos concernentes ao usufruto da realidade natural de um regenerado, tanto individual como coletivamente. Para abranger as bênçãos provindas desta nova realidade, as citações de outros autores serão utilizadas mais intensamente, e não apenas as da obra-referência deste trabalho.
  

3.2.1    Auto-Imagem Positiva

  
A aceitação desta nova realidade em Cristo Jesus proporciona aos servos do Deus Altíssimo uma auto-aceitação pessoal muito boa. Isso significa que eles podem e devem vislumbrar sua natureza atual como pessoas transformadas, ainda que não totalmente aperfeiçoadas. Esta auto-imagem positiva é elementar para se evitar um pensamento predominantemente negativo a respeito da comunidade eclesiástica.
Ao discorrer sobre a vida no Espírito, Almeida Júnior considera a afirmação de Paulo no oitavo capítulo da carta aos Romanos:

‘Porque os que se inclinam para a carne cogitam das cousas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das cousas do Espírito’ (Rm 8.5). Aqui, Paulo destaca a tendência natural do coração do ímpio e a do coração regenerado. Ele estatui, sem possibilidade de síntese, que inevitavelmente o coração do ímpio tenderá para o pecado, e o coração do regenerado se inclinará para a justiça e a retidão (ALMEIDA JÚNIOR, 2006, p. 159).

Ao comentar sobre os ensinos de John Murray, Hoekema deixa claro que é impossível que um cristão tenha uma auto-imagem positiva se continuar a visualizar-se como velha e nova criatura ao mesmo tempo:

Nos seus ‘princípios de conduta’, John Murray rejeitou a idéia de que o crente é ao mesmo tempo velho homem e novo homem. É tão errado dizer que o crente é ao mesmo tempo velho homem e novo homem, ele afirma, como falar que ele é ao mesmo tempo uma pessoa regenerada e não regenerada. [...] ele [o crente] deve pensar de si como um novo homem – apesar de ser um novo homem que ainda não é perfeito, ainda sujeito a renovação constante. Mas essa renovação não deve ser vista como um progressivo despir-se do velho homem e revestir-se do novo homem. [...] A auto-imagem cristã correta, em outras palavras, não implica orgulho próprio, mas sim nos gloriarmos naquilo que CRISTO fez e continua fazendo por nós (HOEKEMA, 1987, p. 43, 58).

Desta forma uma das bênçãos advindas pela vida no Espírito é que o cristão pode e deve considerar-se, de fato, uma nova criatura e manter-se numa atitude constante de fé a respeito de sua identidade em Cristo.


3.2.2    Vitória na Santificação

  
Outra das bênçãos advindas da aceitação do cristão sobre sua nova realidade é a vitória que este obtém constantemente sobre o pecado. Ao falar sobre isto, Watchman Nee testemunha a realidade de muitos cristãos no século presente:

Vamos [...] procurar descre­ver o que é, provavelmente, a experiência de muitos cristãos que, embora sejam verdadeiramente salvos, ainda assim se deixam dominar pelo pecado. Não quer dizer que vivem permanentemente sob o poder do peca­do, mas que há certos e determinados pecados que sem­pre os seguem de perto, e que repetidas vezes cometem. Daí, certo dia, ouvem a plena mensagem do Evangelho, de que o Senhor Jesus não morreu somente para purifi­cá-los e despojá-los dos seus pecados, mas que, quando Ele morreu, incluiu os pecadores na Sua morte; de mo­do que não somente foi tratado o problema dos nossos pecados, como também nós mesmos fomos pessoalmen­te o alvo da ação divina. Os olhos de tais cristãos se abrem, e ficam sabendo que foram crucificados com Cristo, e, como resultado desta revelação, consideram que morreram e ressuscitaram com o Senhor, e, em segundo lugar, reconhecendo os direitos do Senhor so­bre eles, oferecem-se a Deus, como vivos dentre os mor­tos. Percebem que não têm mais qualquer direito sobre si próprios. Este é o começo de uma bela vida cristã, plena de louvor ao Senhor (Nee, 1986, p. 95).

A bela vida cristã mencionada por Nee é a vida no Espírito já descrito anteriormente. Quando o cristão vive espiritualmente, todo o seu ser é dominado pelo Espírito e não pela Carne. Assim afirma Hoekema:

Podemos dizer que, se não considerarmos a vinda de CRISTO, o homem está, por natureza, sob o domínio da carne. Isso se refere, eu insisto, não ao corpo físico do homem, mas à totalidade do seu ser, que está sob o domínio do pecado. Mas quando CRISTO veio, Ele trouxe uma nova maneira de viver, chamada vida no ESPÍRITO. [...] pessoas que estavam nas garras da carne como poder pecaminoso agora foram colocadas sob o programa libertador do ESPÍRITO (HOEKEMA, 1987, p.51).

Verifica-se que por meio desta nova maneira de viver o cristianismo, as pessoas são capacitadas a viverem de forma agradável a Deus e não o contrário. É perceptível que muitos cristãos modernos vêem o pecado como realidade normal de sua vida e a santidade como exceção. Todavia, não deveria ser assim. O pecado na caminhada cristã deve ser considerado rara exceção e, jamais, uma regra. O pior é que tais cristãos, além de viver uma realidade de constante derrota no processo de santificação, acabam, na maioria das vezes, justificando seus pecados de forma tranquila e não tão execrável como se espera de um servo do SENHOR. Hoekema fala “para aquelas pessoas que costumam dizer, com desdém: ‘Você sabe, não dá para ficar realmente sem pecar’, para elas existe 1ª Coríntios 10.13” (HOEKEMA, 1987, p. 61).
Na referida passagem bíblica está registrado que “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar”. Dela, podemos aprender, no mínimo, três ensinos a respeito das tentações: 1) Que elas não serão de ordem sobrenatural; 2) Que Deus permitirá que elas aconteçam de acordo com os limites de seus servos e 3) que Deus proverá livramento para vencer todas elas.
Assim, é visto que o cristão não tem justificativa alguma para defender, justificar ou “acobertar” um pecado, pois, além de ser livre para não mais cometê-lo, o SENHOR sempre providencia resistência para vencer qualquer tentação.
Ainda falando sobre o processo de santificação, o conceito de novo homem na concepção de Hoekema não é estático (imperfeito), mas dinâmico (em aperfeiçoamento).

Portanto, não é certo dizer que o cristão é parcialmente carne e parcialmente ESPÍRITO. Ele está no ESPÍRITO e já repudiou de forma decisiva a maneira de viver que se chama carne. Quando “satisfaz a concupiscência da carne”, ele está contrariando sua verdadeira natureza. [...] ‘Novo Homem’ não é um conceito estático, mais dinâmico: um conceito que aponta para um novo ser que ainda não é [totalmente] perfeito, mas está sendo continuamente renovado. [...] Devemos, portanto, ter uma imagem de nós mesmos como sendo progressivamente transformados na imagem de CRISTO, tornando-nos assim cada vez mais semelhantes a DEUS (HOEKEMA, 1987, p. 54, 78, 80).

Então é visto que a correta compreensão da realidade natural de um regenerado afeta também o chamado processo de santificação. O cristão deve ver-se não mais como pecador, mas como santo em estágio contínuo de aprimoramento. Esta é a ênfase bíblica na realidade pós-crucificação.



3.2.3    Pregação da Totalidade do Evangelho



Quanto à pregação do evangelho, a compreensão da identidade em Cristo faz com que a exposição do plano da salvação abranja não apenas o perdão, mas também a co-crucificação do velho homem. Paranaguá acentua o perigo de intensificar apenas um dos aspectos do sacrifício de Cristo.

Muitos anunciam exclusivamente o lado substitutivo, a crucificação de Jesus, sem dar a menor importância à crucificação do pecador. Mas a mesma Bíblia que destaca a morte de Cristo pelos pecadores, ressalta a morte dos pecadores juntamente com Cristo. Não podemos honestamente anunciar à luz da Palavra de Deus só um lado da questão. A vida da fé cristã tem dois lados que precisam de equilíbrio. Tanto o fato objetivo como as experiências subjetivas precisam de uma pregação balanceada para se estabilizarem. [...] A mensagem objetiva da cruz e os seus efeitos subjetivos em nós são imperiosos para o cultivo de uma igreja viva e sadia. Sem o destaque permanente desta mensagem, corremos o risco de banalizar aquilo que Deus valoriza. [...] esta pregação é descompensada e deformante. Muito prejuízo tem causado a pregação que tão somente sublinha a morte substitutiva. Se for verdade que Cristo morreu por mim, é verdade igualmente importante que eu morri com Cristo. A omissão desta ênfase na proclamação do evangelho é desastrosa e demoníaca (PARANAGUÁ, 2002, p. 17-18, 49).

Para esse autor, faz-se necessário que os pregadores enfatizem os dois aspectos da crucificação, como conditio sine qua non, sem exageros para um ou outro aspecto, para que seja cultivada uma igreja viva e sadia.
Almeida Júnior ressalta, porém, que de nada adianta um pregador que fale sobre ambos os aspectos da crucificação caso ele mesmo não creia ou viva a realidade natural de um regenerado. Mencionando as palavras do Senhor Jesus, ele enfatiza que é mister a experiência do pregador nesta realidade para o sucesso da pregação.

“Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons” (Mt 7.16-18). Certamente, a intenção de Jesus com estas palavras não era, em nenhuma medida, associar os frutos à doutrina, querendo dizer que os bons frutos são “bons ensinamentos” e os “maus” o seu revés. Inquestionavelmente, Jesus utiliza um dos critérios que os judeus, desde o Antigo Testamento, utilizavam para reconhecer um profeta verdadeiro: sua vida. A qualidade de vida espiritual daquele que transmite a Palavra de Deus deve e tem que ser inquestionável e acima de qualquer suspeita. Esse é o padrão de vida do novo homem (ALMEIDA JÚNIOR, 2006, p. 159).

 Hoekema faz uma advertência semelhante neste sentido.

Parece-me que a coisa mais importante que o pastor pode fazer é dar às pessoas a quem ministra uma apresentação equilibrada da mensagem completa da Bíblia [no que diz respeito a auto-imagem cristã]. [...] Destacar a pecaminosidade constante do crente ao invés de sua novidade de vida em CRISTO é virar o Novo Testamento de cabeça para baixo! [...] Lembre os seus ouvintes que cristianismo não é apenas crer algo a respeito de CRISTO, mas crer algo a respeito de nós mesmos também. Uma auto-imagem adequada é parte essencial de nossa fé cristã. Que o pregador não deixe o ateu ou o agnóstico ensinar-lhe que tipo de auto-imagem o cristão deve ter; fale baseado em sua própria fé nas promessas de DEUS e em sua própria experiência das misericórdias divinas (HOEKEMA, 1987, p.109, 111).

A realidade natural de um regenerado, então, está intrinsecamente ligada à pregação da totalidade do evangelho. A negligência ou ênfase de ambos os aspectos mencionados acima resultará numa mensagem soteriologicamente defasada.


3.2.4    Abominação Contra o Pecado na Igreja



Quando a realidade natural de um regenerado é compreendida pela liderança eclesiástica, a aplicação da disciplina será plenamente exercida com amor e responsabilidade. A igreja que desfrutar desta concepção de vida cristã terá uma atitude terminantemente incisiva contra qualquer pecado que porventura “brote” no seio da igreja.
A diferença entre a comunidade de Adão e a comunidade de Cristo é que “a coletividade dos eleitos será caracterizada por sua união com Cristo, assim, marcada pela habitação do Espírito, gerador e sustentador da nova vida. A humanidade não redimida, por sua vez, continuará sob Adão, determinada assim pela carne e a perdição” (ALMEIDA JÚNIOR, 2006, p. 163).
Isso significa que o povo remido e ressurreto do SENHOR não viverá conformado ou “amasiado” contra nenhum tipo de pecado, sejam questões de fofoca ou adultério, já que tem plena consciência de que não há razão alguma para se viver desta forma.
A correta aplicação da disciplina eclesiástica não implicará na falta de amor cristão entre o povo de Deus. O objetivo da disciplina sempre será o restabelecimento do disciplinado, como mostra um comentário da Bíblia de Estudo de Genebra a esse respeito:

O propósito maior da disciplina eclesiástica em todas as suas formas é preservar a pureza e a paz da igreja e resgatar aqueles que se desviaram dos caminhos da fé cristã. Mesmo nos casos de exclusão, uma vez que o arrependimento seja constatado pelas autoridades devidamente ordenadas, a igreja deve então reconhecer a remissão de pecados e receber o transgressor de volta à comunhão plena (2 Co 2. 6-8) (MARRA, 2009, p. 1511).

Este é o propósito final da disciplina. Não obstante, a realidade da comunidade regenerada não se conformará com o espírito deste século, nem com qualquer forma de adequação da igreja à forma de vida secular. Embora isso não signifique frieza ou falta de compreensão para com os irmãos que porventura caírem em tentação, também não significará “vista grossa” pelo pecado cometido pelos mesmos, pois a marca registrada desta comunidade é a santidade e não a pecaminosidade.

Objetivamente falando, eles nos mostram que, na morte e ressurreição de Jesus, houve um rompimento definitivo com a antiga forma de vida pecaminosa, causada e representada por Adão e ainda, se desfez o poder que a antiga forma pecaminosa de vida exercia sobre o povo de Cristo. O crente está agora associado à nova criação, cujo representante é o próprio Jesus. Por outro lado, subjetivamente falando, os crentes se apropriam dessa nova forma de existência crendo naquilo que aconteceu na morte e ressurreição de Jesus, não apenas de forma inicial, mas constantemente (ALMEIDA JÚNIOR, 2006, p. 160).

E é sempre em constante vigilância que a igreja deve manter sua consciência a respeito da nova realidade em Cristo Jesus. Esta concepção talvez seja o fator determinante para que o pecado jamais seja tratado como coisa amena entre os santos do SENHOR.


3.2.5    Comunhão Sincera na Vida Eclesiástica



A verdadeira comunhão é experimentada quando os servos do SENHOR compreendem sua identidade em Cristo. “Somente quando consigo esquecer-me de mim mesmo e meu próprio ego estou livre para honrar e apreciar outras pessoas” (HOEKEMA, 1987, p. 81-82).
A concepção de que, em Cristo, o homem é feito uma nova criatura também afetará a comunhão entre os cristãos. Quando o regenerado compreende o quanto estava em estado de depravação e o quanto era indigno para ser perdoado e transformado, ele se relaciona com outros irmãos de forma amorosa e compreensiva.
Hoekema compara a visão entre um existencialista ateu e um cristão para ilustrar o ensino proposto:

Para o existencialista, as outras pessoas estão sempre bloqueando a nossa liberdade, tornando-se assim nossos torturadores. Na peça ‘Entre quatro paredes’, Jean Paul Sartre diz ‘o inferno são os outros’. Mas o cristão diz: ‘Graças a DEUS pelas pessoas; pois é através de pessoas em que CRISTO habita que DEUS constantemente enriquece minha vida (HOEKEMA, 1987, p. 94).

É através da comunhão com os irmãos em Cristo, que os regenerados são mutuamente consolados e confortados... Do fato de estarem todos enxertados Nele. Todos fazem parte de um só corpo e a compreensão desta verdade fará toda a diferença.
O apóstolo Paulo faz uma exortação desta ordem aos crentes em Éfeso:

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz (Ef 4. 1-3).

Esta vocação a que foram chamados os cristãos de Éfeso foi justamente a regeneração. Eles deveriam andar, agir e pensar da forma condizente à sua nova realidade. Eles não deveriam considerar propriamente sua qualquer propriedade ou bens, mas ajudarem-se mutuamente. O entendimento da nova realidade a que se submete o homem em Cristo faz toda a diferença na vida da igreja.
Ao tratar deste novo estilo de vida em comunidade, Dietrich Bonhoeffer, pastor luterano, declara que o alicerce “da nossa comunhão não consiste no que alguém é em si como cristão, em toda sua espiritualidade e piedade. A fraternidade é determinada por aquilo que alguém é a partir de CRISTO. Nossa comunhão consiste unicamente no que CRISTO fez pelos dois [por nós e em nós]” (BONHOEFFER apud HOEKEMA, 1987, p.139).
Watchman Nee, ao falar sobre o relacionamento dos regenerados como comunidade, declara que, adotando esta nova mentalidade, não apenas a comunhão entre eles evoluirá, mas eles mesmos compreenderão o propósito eterno do SENHOR para sua igreja:

Deus re­partiu a cada um segundo a medida da fé (Rm 12.3) mas, só e isolado, o homem nunca pode cumprir o propósito de Deus. E necessário um Corpo completo para atingir a estatura de Cristo e manifestar a Sua glória. [...] Não podemos pros­seguir uns sem os outros. É por esta razão que a comu­nhão pela oração é tão importante. A oração em conjun­to nos oferece o auxílio do Corpo inteiro, como se vê em Mt 18.19,20. Confiar no Senhor, por si só, talvez não se­ja suficiente: devo reunir minha confiança à de outros irmãos. Devo aprender a orar o "Pai nosso..." na base da unidade do Corpo, porque sem o auxílio do Corpo não posso prevalecer e triunfar (NEE, 1986, p. 136).

O triunfo completo resultante de nossa co-crucificação está na consideração que Deus faz a respeito de seu Filho Jesus: agora o Pai já não o considera apenas Unigênito, mas Primogênito entre muitos irmãos (Rm 8. 29). O Unigênito Filho de Deus tornou-se o Primogênito de uma raça transformada para cumprir o propósito eterno de Deus, fazendo com que, outrora pecadores, os homens desfrutem agora da comunhão que antes era exclusividade da santíssima trindade.